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8 de setembro de 2025
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Crise de ansiedade: o que fazer para lidar com os sintomas de forma segura e eficaz

Crise de ansiedade o que fazer

A crise de ansiedade é uma manifestação aguda de um transtorno emocional que pode afetar qualquer pessoa, mesmo aquelas que nunca receberam um diagnóstico psiquiátrico formal. Quando ocorre, provoca uma série de sintomas físicos e psicológicos intensos, muitas vezes confundidos com outras condições médicas, como infarto.

Se você está se perguntando “crise de ansiedade, o que fazer?”, este artigo oferece um guia completo com base na prática clínica psiquiátrica e psicológica. Você vai entender o que é uma crise, quais são os sintomas mais comuns, como agir durante um episódio e quando procurar ajuda profissional.


O que é uma crise de ansiedade?

A ansiedade é uma resposta natural do organismo diante de situações de ameaça, expectativa ou estresse. Em níveis controlados, ela nos ajuda a lidar com desafios. No entanto, quando essa resposta se torna desproporcional, repentina e intensa, estamos diante de uma crise de ansiedade.

Trata-se de um pico abrupto de ansiedade que costuma durar entre 10 e 30 minutos, embora os efeitos possam perdurar por horas. Pode ocorrer de forma isolada ou estar associada a transtornos como:


Quais são os sintomas de uma crise de ansiedade?

Durante uma crise, o corpo entra em um estado de alerta máximo, como se estivesse diante de uma ameaça real. Isso desencadeia uma descarga de adrenalina e noradrenalina, resultando em sintomas como:

  • Falta de ar ou sensação de sufocamento
  • Taquicardia (coração acelerado)
  • Dor ou aperto no peito
  • Suor excessivo
  • Tremores
  • Sensação de desmaio ou vertigem
  • Náuseas ou desconforto abdominal
  • Sensação de morte iminente
  • Medo de enlouquecer ou perder o controle

Esses sintomas são reais e intensos, mas não colocam a vida em risco. Mesmo assim, a experiência é extremamente desconfortável e pode gerar medo de novas crises, o que piora o quadro.


Crise de ansiedade ou infarto: como diferenciar?

Muitos pacientes que sofrem uma crise de ansiedade pela primeira vez acreditam estar tendo um infarto. De fato, os sintomas podem ser semelhantes. Veja a tabela comparativa abaixo:

SintomaCrise de AnsiedadeInfarto
InícioSúbito, geralmente em repousoGeralmente após esforço físico
Dor no peitoAperto, sensação de pressão ou formigamentoDor opressiva, irradiando para braço/esq.
Duração10–30 minutos, com melhora gradualPode durar mais de 20 minutos
RespiraçãoAcelerada, sensação de falta de arDificuldade para respirar profundamente
Outros sintomasMedo, sudorese, tontura, tremoresNáusea, vômitos, suor frio
Exames cardíacosNormaisAlterados (ECG, enzimas)

Na dúvida, sempre procure atendimento médico, especialmente na primeira ocorrência.


Crise de ansiedade: o que fazer no momento da crise?

A seguir, listamos estratégias recomendadas por psiquiatras e psicólogos para ajudar a controlar uma crise de ansiedade. Elas podem ser utilizadas por quem está em crise ou por alguém que deseje ajudar.

1. Reconheça que é uma crise de ansiedade

O primeiro passo é entender que você não está em perigo real. Os sintomas são assustadores, mas não vão causar morte ou danos físicos permanentes. Dizer a si mesmo frases como:

  • “Essa sensação é temporária”
  • “Eu já passei por isso antes e passou”
  • “Não há nenhuma ameaça real agora”

Essas afirmações ajudam a reduzir o pânico e a recuperar o controle.

2. Respire de forma consciente

A respiração controlada é uma das técnicas mais eficazes. Experimente o seguinte padrão:

  • Inspire pelo nariz por 4 segundos
  • Segure o ar por 4 segundos
  • Expire lentamente pela boca por 6 segundos
  • Repita o ciclo por alguns minutos

Esse exercício ajuda a reduzir a hiperventilação, melhora a oxigenação do cérebro e ativa o sistema nervoso parassimpático, promovendo calma.

3. Ancore-se no presente

A técnica de atenção plena (mindfulness) ajuda a desviar o foco dos pensamentos catastróficos. Um exercício simples:

  • Nomeie 5 coisas que você vê
  • Sinta 4 texturas (roupas, objetos)
  • Ouça 3 sons ao redor
  • Identifique 2 cheiros
  • Pense em 1 sabor

Isso ajuda o cérebro a se reconectar com o presente, reduzindo a ansiedade.

4. Relaxe os músculos

Durante a crise, o corpo tende a ficar tenso. Faça uma relaxamento muscular progressivo:

  • Contraia os músculos por 5 segundos (ombros, mandíbula, mãos, pés)
  • Depois relaxe lentamente
  • Repita até sentir o corpo mais leve

5. Afaste-se de estímulos gatilho

Se possível, vá para um local calmo, silencioso e ventilado. Evite celulares, redes sociais, sons altos ou multidões nesse momento. A exposição a gatilhos pode piorar o quadro.


E se for outra pessoa em crise de ansiedade?

Se um familiar ou amigo estiver em crise, você pode ajudar com algumas atitudes:

  • Fale com calma: “Você está seguro(a). Vai passar.”
  • Incentive a respirar com você
  • Evite dizer “calma” de forma autoritária
  • Não minimize a crise (“isso é frescura”)
  • Ofereça companhia e escuta ativa

Evite toques físicos inesperados, que podem aumentar o desconforto.


O que fazer depois da crise?

Após o episódio, é comum sentir cansaço físico e emocional. É importante:

  • Descansar o corpo
  • Evitar culpas ou julgamentos
  • Registrar os gatilhos ou pensamentos em um diário
  • Procurar ajuda profissional se as crises forem recorrentes

Como evitar novas crises de ansiedade?

Prevenção envolve hábitos saudáveis e acompanhamento com profissionais de saúde mental. Veja algumas estratégias:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): ajuda a modificar padrões de pensamento negativos e prevenir crises.
  • Atividade física regular: libera endorfinas e reduz o estresse.
  • Sono adequado: noites mal dormidas aumentam a vulnerabilidade emocional.
  • Redução de cafeína, álcool e estimulantes
  • Técnicas de relaxamento diário: meditação, yoga, respiração.

Em alguns casos, o uso de medicação psiquiátrica (ansiolíticos, antidepressivos) pode ser indicado, sempre com prescrição médica.


Quando procurar um psiquiatra?

Você deve buscar avaliação especializada quando:

  • As crises se tornam frequentes ou intensas
  • Há prejuízo no trabalho, estudos ou vida social
  • Há medo constante de novas crises (ansiedade antecipatória)
  • Você evita lugares ou situações por medo da crise
  • Há histórico familiar de transtornos mentais

O psiquiatra poderá diagnosticar corretamente (inclusive com base nos códigos do CID-10 como F41.0 ou F41.1), indicar o tratamento mais adequado e acompanhar sua evolução.


Conclusão

Saber o que fazer durante uma crise de ansiedade é essencial para quem vive com o transtorno ou convive com alguém que passa por isso. A boa notícia é que com o acompanhamento correto, o uso de técnicas de controle e o suporte de profissionais especializados, é possível retomar a qualidade de vida e prevenir recaídas.

A SIG Saúde Mental oferece suporte completo para pacientes e familiares que enfrentam quadros de ansiedade, seja por meio de atendimento ambulatorial, psicoterapia ou acolhimento em ambiente terapêutico supervisionado.

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