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29 de setembro de 2025
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“Retardado mental”: por que esse termo está em desuso — e o que usar no lugar

Retardado Mental

Durante muitos anos, o termo “retardado mental” foi amplamente utilizado para descrever pessoas com algum grau de limitação cognitiva. Porém, atualmente, ele é considerado inadequado, pejorativo e estigmatizante. A medicina moderna, em especial a psiquiatria e a neurologia, passaram a utilizar o termo “deficiência intelectual”, reconhecendo a importância da linguagem na inclusão, no respeito e no cuidado à pessoa com limitações cognitivas.

Se você chegou até aqui buscando entender mais sobre esse assunto, saiba que é possível falar sobre o tema com clareza, empatia e base científica. Neste artigo, vamos explicar:

  • Por que “retardado mental” é um termo obsoleto
  • Qual é o nome técnico correto hoje
  • Como a deficiência intelectual é classificada no CID
  • Quais são os sinais e os graus da condição
  • Opções de tratamento e acompanhamento
  • Como lidar com o diagnóstico em família
  • Onde buscar apoio especializado

O termo correto: deficiência intelectual

Atualmente, o termo reconhecido e utilizado por profissionais da saúde é deficiência intelectual. Essa nomenclatura foi adotada por importantes instituições, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Associação Americana de Deficiências Intelectuais e do Desenvolvimento (AAIDD) e as legislações brasileiras, como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015).

A substituição do termo se deu pelo entendimento de que a linguagem molda a forma como a sociedade enxerga as pessoas. Termos como “retardado mental” passaram a ser associados ao preconceito, à desvalorização e à exclusão, ao passo que “deficiência intelectual” carrega um sentido mais descritivo e respeitoso, focado na condição e não na pessoa.


O que é deficiência intelectual?

A deficiência intelectual é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por limitações significativas no funcionamento intelectual (como raciocínio, resolução de problemas, planejamento) e no comportamento adaptativo (habilidades sociais, comunicação, autonomia).

Essa condição se manifesta antes dos 18 anos e pode ter diferentes causas:

  • Genéticas: como na síndrome de Down, síndrome do X frágil e outras
  • Neurológicas: lesões cerebrais pré ou perinatais
  • Ambientais: infecções, exposição a álcool/drogas durante a gestação, desnutrição grave, entre outras

Classificação no CID: da F70 à F79

A Classificação Internacional de Doenças (CID-10) utiliza os códigos F70 a F79 para identificar os diferentes graus de deficiência intelectual. Veja como são categorizados:

Código CIDDescriçãoQI estimado (aproximado)
F70Retardo mental leve50–69
F71Retardo mental moderado35–49
F72Retardo mental grave20–34
F73Retardo mental profundoAbaixo de 20
F78Outro tipo de retardo mental(não especificado)
F79Retardo mental não especificadoInformação insuficiente

Importante: na CID-11, o termo “retardo mental” foi completamente substituído por intelectual developmental disorder (transtorno do desenvolvimento intelectual).


Como identificar a deficiência intelectual?

A avaliação envolve testes neuropsicológicos e clínicos que analisam:

  • QI (Quociente de Inteligência), através de escalas padronizadas
  • Desenvolvimento da linguagem
  • Habilidades sociais e emocionais
  • Autonomia em atividades básicas do dia a dia

É comum que a deficiência intelectual seja percebida ainda na infância, com atrasos no desenvolvimento da fala, na coordenação motora e no aprendizado escolar.


Quais são os graus de apoio necessários?

Além da classificação por QI, atualmente considera-se o nível de apoio necessário para a vida cotidiana. A AAIDD propõe os seguintes níveis:

  1. Intermitente: apoio ocasional (ex: em situações de estresse)
  2. Limitado: apoio regular, porém com autonomia parcial
  3. Extenso: apoio diário em várias áreas da vida
  4. Pervasivo: apoio contínuo e integral, em todos os aspectos

Essa abordagem é mais funcional e centrada na pessoa, considerando a qualidade de vida e o contexto social.


Existe tratamento?

A deficiência intelectual não tem cura, mas há tratamento e acompanhamento para desenvolver habilidades e melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

As abordagens envolvem:

  • Estimulação precoce
  • Terapias (fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional)
  • Psicopedagogia
  • Acompanhamento psiquiátrico (principalmente se houver comorbidades, como TDAH, epilepsia, depressão ou ansiedade)
  • Medicamentos, quando necessário, para sintomas associados
  • Escolas e serviços especializados
  • Programas de inclusão social e profissional

Como lidar com o diagnóstico em família?

Receber o diagnóstico de deficiência intelectual pode ser um momento de dor, dúvidas e insegurança. É fundamental que a família seja acolhida e orientada adequadamente.

Algumas recomendações:

  • Busque profissionais especializados
  • Evite rótulos ou expectativas irreais
  • Invista em estimulação afetiva, cognitiva e social
  • Participe de grupos de apoio e acolhimento
  • Promova inclusão, autonomia e respeito

Lembre-se: cada pessoa com deficiência intelectual tem potencial de desenvolvimento, e o apoio familiar é essencial nesse processo.

Leia mais em: CIDs Retardo Mental – DATASUS


Onde buscar ajuda?

Na SIG Saúde Mental, temos profissionais preparados para acolher crianças, adolescentes e adultos com deficiência intelectual, oferecendo suporte clínico, familiar e social. Atuamos com:

  • Avaliação psiquiátrica e neuropsicológica
  • Planejamento terapêutico individualizado
  • Encaminhamento para recursos educacionais e sociais
  • Acompanhamento multiprofissional

Contamos com residência terapêutica (SRT) e o programa SIG Home, que leva o cuidado até a casa da família, com foco na segurança, na rotina e no bem-estar do paciente.


Conclusão

O termo “retardado mental” ficou para trás — e com razão. A forma como nos referimos às condições de saúde mental e neurodesenvolvimento tem impacto direto na maneira como tratamos quem convive com elas. Usar “deficiência intelectual” é mais do que uma escolha técnica: é uma demonstração de respeito, humanidade e compromisso com a inclusão.

Se você convive com alguém que apresenta sinais de deficiência intelectual, ou busca uma rede de apoio especializada, entre em contato com a equipe da SIG Saúde Mental. Estamos prontos para cuidar de quem precisa, com respeito e acolhimento.

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