
A esquizofrenia é um transtorno mental complexo que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Uma das principais formas de entender melhor essa condição é conhecendo a diferença entre os chamados sintomas positivos e sintomas negativos da esquizofrenia. Esses termos não significam “bons” ou “ruins”, mas sim dois tipos distintos de manifestações da doença, que exigem compreensão, atenção e tratamento adequado.
Neste artigo, vamos explicar o que são esses sintomas, quais são os mais comuns em cada grupo, como eles afetam a vida da pessoa com esquizofrenia e o que familiares, cuidadores e profissionais de saúde podem fazer para ajudar.
A esquizofrenia é um transtorno mental grave e crônico, classificado pelo CID-10 com os códigos F20 a F29. Ela afeta o pensamento, as emoções, a percepção da realidade e o comportamento do indivíduo. Costuma surgir no final da adolescência ou no início da vida adulta, e seu tratamento envolve uma combinação de medicamentos, acompanhamento psiquiátrico e suporte psicossocial.
Os sintomas da esquizofrenia são divididos em positivos, negativos e, em alguns casos, cognitivos.
Os sintomas positivos da esquizofrenia são aqueles que “se somam” à experiência mental da pessoa, ou seja, são manifestações que não existiriam normalmente, mas surgem com o transtorno. São mais visíveis e geralmente são os que causam maior estranhamento para quem convive com a pessoa em surto.
Esses sintomas estão frequentemente associados ao período de surto psicótico e costumam ser os motivos mais comuns para procurar ajuda médica com urgência.
Já os sintomas negativos são perdas ou ausências de funções normais, ou seja, são capacidades mentais e emocionais que estão reduzidas ou ausentes. Eles são mais sutis, mas também mais duradouros e difíceis de tratar, afetando diretamente a qualidade de vida e a funcionalidade do paciente.
Esses sintomas muitas vezes são confundidos com preguiça, falta de interesse ou até depressão, o que pode dificultar o diagnóstico e gerar julgamentos injustos por parte da família ou da sociedade.
| Característica | Sintomas Positivos | Sintomas Negativos |
|---|---|---|
| O que são | Alterações “a mais” no funcionamento mental | Perdas ou déficits no funcionamento normal |
| Exemplos | Alucinações, delírios, agitação | Apatia, isolamento, falta de expressão emocional |
| Visibilidade | Mais evidentes (geralmente durante surtos) | Mais sutis e contínuos |
| Dificuldade no tratamento | Muitas vezes respondem bem a medicamentos antipsicóticos | Mais resistentes aos tratamentos farmacológicos |
| Impacto funcional | Afetam a percepção da realidade | Afetam o convívio social e a autonomia |
O tratamento da esquizofrenia é multifatorial e precisa ser contínuo. Os medicamentos antipsicóticos ajudam a controlar os sintomas positivos, especialmente durante os surtos. Já os sintomas negativos muitas vezes requerem:
É importante que o paciente seja assistido por uma equipe multidisciplinar, especialmente em casos em que há perda de autonomia, dificuldade de adesão ao tratamento ou episódios recorrentes de crise.
Para pacientes com sintomas graves, surtos frequentes ou prejuízos severos no funcionamento social, o cuidado ambulatorial pode ser insuficiente. Nesses casos, modelos como a Residência Terapêutica (SRT) ou o SIG Home podem ser alternativas importantes.
Compreender a diferença entre sintomas positivos e negativos é essencial para que a família desenvolva empatia e estratégias de cuidado. Muitas vezes, o sofrimento do paciente não é visível — ele está no cansaço constante, na falta de prazer, na perda de autonomia.
Evite julgar. Aprenda a reconhecer os sinais e busque apoio profissional. O cuidado em saúde mental é uma jornada que exige tempo, paciência e presença.
Tanto os sintomas positivos quanto os negativos da esquizofrenia indicam sofrimento psíquico. Cada um à sua maneira afeta a vida do paciente, suas relações e sua independência. Entender esses sinais é o primeiro passo para acolher com respeito, buscar o tratamento adequado e promover qualidade de vida.
Na SIG Saúde Mental, oferecemos apoio integral a pacientes com esquizofrenia e outros transtornos psiquiátricos, com diferentes níveis de cuidado — do acompanhamento ambulatorial ao acolhimento residencial. Se você ou alguém próximo precisa de ajuda, fale com nossa equipe e agende uma avaliação.