
O CID F07 abrange condições em que alterações persistentes na personalidade e no comportamento surgem como consequência direta de uma lesão, doença ou disfunção cerebral.
Não se trata de um transtorno de personalidade “primário” (como borderline ou antissocial), mas sim de mudanças adquiridas após um evento neurológico, como traumatismo craniano, AVC, tumor cerebral ou doenças degenerativas.
Essas alterações podem incluir impulsividade, dificuldade em controlar emoções, indiferença afetiva, irritabilidade ou até perda da capacidade de planejar e tomar decisões. Muitas vezes, familiares percebem o paciente como uma “pessoa diferente” de quem era antes da doença.
Os transtornos do grupo F07 refletem modificações duradouras na forma de sentir, agir e se relacionar socialmente, resultantes de danos cerebrais. Eles podem afetar tanto a vida pessoal quanto a profissional, prejudicando a autonomia e os vínculos sociais.
Além disso, esses quadros frequentemente se associam a alterações cognitivas e a dificuldades no julgamento moral, o que pode aumentar o risco de comportamentos desadaptativos. O acompanhamento deve ser feito de forma integrada entre psiquiatria, neurologia, neuropsicologia e reabilitação.
Segundo o CID-10, este código se desdobra em:
As principais causas relacionadas ao CID F07 incluem:
As manifestações podem variar conforme a área cerebral afetada, mas geralmente incluem:
O diagnóstico é clínico e exige associação entre sintomas psiquiátricos e evidências de lesão ou disfunção cerebral. Frequentemente inclui:
O diagnóstico não deve ser feito quando:
O tratamento medicamentoso é voltado ao manejo dos sintomas, podendo incluir:
É importante procurar atendimento médico quando houver:
Pacientes com alterações graves de comportamento e incapacidade para manter atividades profissionais podem ter direito a benefícios previdenciários, como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.
Sim. Pode ser necessária em casos de agitação intensa, risco de agressividade, impulsividade grave ou quando há risco de autoextermínio.
Esse transtorno é permanente?
Nem sempre. Em alguns casos pode haver melhora parcial com reabilitação, mas muitas vezes os sintomas persistem.
É o mesmo que transtorno de personalidade borderline ou antissocial?
Não. Aqui a causa é uma lesão ou doença cerebral comprovada.
Pode aparecer anos depois do trauma?
Geralmente os sintomas surgem logo após a lesão, mas em alguns casos podem se intensificar ao longo do tempo.
Existe cura?
Não existe cura definitiva, mas o tratamento adequado pode melhorar muito a qualidade de vida.
A família precisa participar do tratamento?
Sim. O suporte familiar é essencial para adaptação social e acompanhamento da rotina.
O CID F07 descreve alterações de personalidade e comportamento resultantes de lesões ou doenças cerebrais. O diagnóstico precoce e o tratamento multidisciplinar são fundamentais para reduzir os impactos emocionais, sociais e funcionais. O cuidado integral, associado ao suporte familiar, faz toda a diferença na recuperação e adaptação do paciente.
Na SIG Saúde Mental, oferecemos acompanhamento especializado para pacientes que apresentam mudanças de personalidade e comportamento após doenças ou lesões cerebrais, com equipe integrada de psiquiatria, neurologia e psicologia, além de estrutura segura para internações quando necessário.