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CID F23 – Transtornos psicóticos agudos e transitórios

CID F23 – Transtornos psicóticos agudos e transitórios

Por:
Ariel Lipman
| Psiquiatra - CRM: 212893 - SP RQE Nº: 84677
| 27 de agosto de 2025
CID F23 – Transtornos psicóticos agudos e transitórios

CID F23 o que significa?

O CID F23 descreve um grupo de quadros psiquiátricos em que o paciente apresenta sintomas psicóticos intensos, mas de início súbito e duração limitada. São episódios marcados por delírios, alucinações, fala ou comportamento desorganizado, geralmente acompanhados de sofrimento emocional e alteração da percepção da realidade.

Ao contrário da esquizofrenia, em que os sintomas tendem a ser duradouros e crônicos, nos transtornos psicóticos agudos e transitórios os sintomas aparecem de forma brusca (em dias ou semanas) e muitas vezes desaparecem totalmente após semanas ou meses.

Esses transtornos são relativamente comuns em contextos de estresse extremo, perda significativa, traumas ou uso de substâncias. Alguns episódios são autolimitados, mas outros podem evoluir para quadros psicóticos mais persistentes, incluindo esquizofrenia.

O impacto para a família costuma ser intenso, pois o paciente pode mudar seu comportamento de forma radical em pouco tempo, apresentando alucinações auditivas (“ouvir vozes”), ideias persecutórias, discurso incoerente ou comportamento agressivo.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento são fundamentais para reduzir riscos e melhorar o prognóstico.

Subtipos do CID F23

  • F23.0 – Transtorno psicótico agudo polimórfico sem sintomas de esquizofrenia: sintomas variados e mutáveis, de curta duração.
  • F23.1 – Transtorno psicótico agudo polimórfico com sintomas de esquizofrenia: quadro transitório, mas com sintomas típicos de esquizofrenia.
  • F23.2 – Transtorno psicótico agudo esquizofreniforme: sintomas semelhantes à esquizofrenia, mas duração inferior a 1 mês.
  • F23.3 – Outros transtornos psicóticos agudos, principalmente delirantes.
  • F23.9 – Transtorno psicótico agudo e transitório não especificado.

Causas do Transtornos psicóticos agudos e transitórios

As causas são múltiplas e geralmente relacionadas a:

  • Estresse intenso: separação, luto, violência, catástrofes.
  • Traumas emocionais recentes.
  • Predisposição genética e familiar para transtornos psicóticos.
  • Uso de substâncias psicoativas (álcool, cannabis, estimulantes, alucinógenos).
  • Fatores biológicos: alterações neuroquímicas transitórias.

Sintomas do Transtornos psicóticos agudos e transitórios

  • Início súbito de delírios (de perseguição, grandeza, referência).
  • Alucinações auditivas ou visuais.
  • Comportamento ou fala desorganizada.
  • Ansiedade, medo intenso e agitação psicomotora.
  • Humor instável, alternando euforia e depressão.
  • Confusão mental e perda de contato com a realidade.

Diagnóstico de Transtornos psicóticos agudos e transitórios

O diagnóstico é clínico, feito por psiquiatra, e exige:

  • Início agudo dos sintomas (dias a poucas semanas).
  • Duração limitada (em geral menos de 1 a 3 meses).
  • Exclusão de causas orgânicas ou induzidas por substâncias.
  • Ausência de histórico prolongado de sintomas esquizofrênicos.

Critérios de exclusão

  • Esquizofrenia (quando sintomas duram mais de 1 mês).
  • Transtornos de humor com sintomas psicóticos.
  • Transtornos orgânicos cerebrais (epilepsia, tumores, encefalites).
  • Intoxicação ou abstinência de drogas como causa primária.

Medicamentos para Transtornos psicóticos agudos e transitórios

O tratamento geralmente inclui:

  • Antipsicóticos (risperidona, olanzapina, haloperidol).
  • Ansiolíticos em casos de agitação intensa.
  • Antidepressivos se houver sintomas depressivos associados.
  • Tratamento deve ser de curta a média duração, com acompanhamento cuidadoso.

Quando buscar ajuda

Deve-se procurar atendimento imediato se:

  • O paciente apresentar delírios ou alucinações repentinas.
  • Houver comportamento agressivo ou risco de suicídio.
  • O paciente perder contato com a realidade em questão de dias.
  • Os sintomas comprometerem a segurança ou a rotina familiar.

Aposentadoria e direitos legais

Por serem quadros transitórios, em geral não geram aposentadoria. Contudo, episódios graves podem justificar afastamento temporário (auxílio-doença), até estabilização completa.

Tratamentos para Transtornos psicóticos agudos e transitórios

  • Uso de medicação antipsicótica até estabilização.
  • Psicoterapia de apoio, para lidar com estresse e recuperar a confiança.
  • Psicoeducação da família, orientando como manejar crises.
  • Monitoramento psiquiátrico regular, para detectar se o quadro evolui para esquizofrenia ou outros transtornos persistentes.
  • Redução de fatores de risco, como uso de drogas e exposição a situações estressantes.

Transtornos psicóticos agudos e transitórios tem indicação de internação?

A internação pode ser necessária em situações de:

  • Perda total do contato com a realidade.
  • Risco de suicídio ou heteroagressão.
  • Agitação intensa ou agressividade.
  • Falta de suporte familiar adequado.

Faixa etária comum

Adolescente, Adulto.

Perguntas frequentes sobre o CID F23

O transtorno psicótico agudo sempre evolui para esquizofrenia?
Não. Muitos casos se resolvem completamente sem evolução para doença crônica.

Quanto tempo dura um episódio?
Em média de algumas semanas a até 3 meses, com recuperação parcial ou total.

O uso de drogas pode causar esse quadro?
Sim, drogas como maconha, cocaína e LSD podem precipitar surtos psicóticos agudos.

O paciente pode ter recaídas?
Sim, especialmente se fatores desencadeantes se repetirem.

É possível levar vida normal após o episódio?
Sim, desde que haja tratamento adequado e prevenção de novos fatores de risco.

Conclusão

O CID F23 descreve quadros psicóticos agudos, de início súbito e duração limitada, muitas vezes associados a estresse ou uso de substâncias. Embora transitórios, esses episódios exigem cuidado imediato, pois podem ser graves e até perigosos sem acompanhamento.

Serviços SIG para o CID F23

Na SIG Saúde Mental, oferecemos:

  • Atendimento emergencial em crises psicóticas.
  • Internação terapêutica quando necessária.
  • Acompanhamento psiquiátrico após estabilização.
  • Suporte familiar para prevenção de recaídas.

Links úteis sobre o CID F23

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